Anápolis

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Município de Anal Polis
"Manchester Goyana"
Bandeira de Anápolis.png
Bandeira
Aniversário 31 de julho (pra emendar a festa junina)
Fundação 6 de agosto de 1873
Gentílico anal-politano
Lema Nápis é mais
Apelidos Menino da Porteira
Prefeito(a) Sheik
Localização
Localização de Anal Polis
Estado link={{{3}}} Goiás - Em cima do morro da Capuava
Mesorregião Casas das Duplas Sertanejas Goianas
Microrregião Anal Polis e suas Favelas
Municípios limítrofes Pirenópolis, Abadiânia, Silvânia, Leopoldo de Bulhões, Nerópolis, Campo Limpo de Goiás e Ouro Verde de Goiás
Distância até a capital 155 km
Características geográficas
Área Não disponível
População Não disponível
Idioma Goianês, mineirês e árabe
Clima Abaixo de zero
Fuso horário UTC PQP−3
Indicadores
IDH 0,737 (até engana)

Cquote1.png Já comi várias Cquote2.png
Zezé Di Camargo e Luciano sobre anapolinas
Cquote1.png Meu sonho é jogar no Anapolina Cquote2.png
Sandro Goiano sobre Anápolis
Cquote1.png Swooish! fuiiim! vuum! zum! Whoosh! swooish! Baroom! Baruuum!! Cquote2.png
Barulho ensurdecedor do avião supersônico Mirage 2000-C, quebrando a barreira do som sobre Anápolis
Cquote1.png Hein?! Cquote2.png
Você meia hora depois, completamente surdo
Cquote1.png Brrrr.... Que frio danado! Cquote2.png
Esquimó sobre o clima de Anápolis
Cquote1.png Brasília fede, em Pirenópolis você cheira, Anápolis nem fede nem cheira. Cquote2.png
Frase de para-choque de caminhão

Anápolis (Anal:Cu; Polis:Cidade - Cidade de Cu) é um município que está localizada no centro do Brasil, entre duas capitais: Brasília e Goiânia, servindo basicamente para isso, entreposto para quem viaja entre esses dois lugares, e só por causa disso a sua população possui um estranho senso de grandeza, mesmo eles só servindo como passagem para destinos realmente importantes como Brasília ou Goiânia.

História

Um típico anúncio da prefeitura de Anápolis.

Tempos atrás o município de Anápolis era uma região de campos naturais e uma floresta tropical riquíssima em madeiras de lei. Contava também com uma fauna muito rica, pois contava com diferentes espécies de animais, como onças, antas, capivaras e veados campeiros, favorecendo assim a prática da caça e da pesca, atividades dos primeiros moradores, os impetuosos indígenas Carajás, Karacáioás e Xavantes que defendiam ferozmente seus domínios da invasão de roceiros (os atuais goianos, um povo muito ruim tanto de futebol como de direção ao volante).

Por mutos anos nenhum caçador, por mais valente que fosse, se arriscava a invadir os domínios desses aborígenes locais, mas lá por volta do século XIX cresceu o interesse pela colonização do sertão do Goyas de Santana das Antas (como era conhecido esta parte do Estado) onde homens incentivados pelo governo da época se embrenhavam nas matas para comer as índias nativas em busca de novos rumos na vida. Foi assim que Gomes de Souza Ramos vindo de São Paulo, Minas Gerais, e outras bandas, conseguiu seguir depois da vila de Pirenópolis, chegando a lugares nunca explorados, ganhando assim o direito de posse da propriedade ao longo do Córrego das Antas, que tinha esse nome em homenagem aos habitantes locais.

Ocorreu então o "milagre de Santana", quando um burro extraviado da tropa ficou empacado, e não saía do lugar de jeito nenhum. Dez homens tentaram levantar o baú que o animal carregava, e não conseguiram devido ao grande peso. Foi então que a Dona Ana das Dores abriu o baú, e descobriu nele uma imagem de Santana. Na mesma hora, a santa apareceu e deu a instrução fatídica: "Ora meus amados, enfiem um pau no cu do burro que ele levanta!". O burro, que de burro não tem nada, levantou rapidinho e fugiu dali, e todos ficaram admirados, decidindo então construir uma igreja no lugar, em homenagem a Nossa Senhora de Santana. Acompanhado de padres e freiras franciscanas, tomou posse das terras entre os ribeirões da Almas e Araguaia.

Negociando depois de retornar a Minas Gerais essas propriedades com seus contemporâneos. Mas muitos deles temiam, principalmente pela fúria dos índios. Apesar disso, a propagação da notícia de que uma estrada de Ferro iria atingir as Margens do Rio Tocantins acabou propiciando a venda de terras entre elas a do Guará e de Campinas, que foram vendidas aos mineiros parentes do Juscelino Kubitschek de Oliveira e ao General Emílio Garrastazu Médici, que reconheceram suas terras e fixaram moradia no ano de 1877.

Os JK ficaram com as terras nas imediações do Guará e construíram Brasília, a futura capital da República, e os Médici ficaram com as terras adjacentes ao Ribeirão da Antas, e acabaram construindo também a nova capital dos Goyas, que ficou sendo conhecida por Goiânia. Os pioneiros de Anápolis residiram primeiro nos campos, favorecendo a criação de animais e o cultivo do solo. Mas foram as dificuldades encontradas, pois a região ficava longe dos grandes centros dificultando a compra de mantimentos, que dificultaram o desenvolvimento da região. Para facilitar o acesso, o General Médici mandou construir uma base aérea de aviões supersônicos Mirage 2000-C, importados da França, e declarou a cidade área de segurança nacional.

Com a morte dos patriarcas de Anápolis, as propriedades passaram para os filhos dos filhos dos seus filhos, e seus filhos preferiram vender as terras para os imigrantes turcos, árabes, sírios-libaneses, japoneses e outros gringos que invadiram o local, já que não estavam nem um pouco afim de ficarem naquele lugar longe de tudo. Por isso em Anápolis não existe cartéis de combustível, todos os postos vendem com o mesmo preço porque são dos imigrantes turcos, os funcionários são parentes não remunerados, e a margem de lucro é de 100%, mais fácil de fazer conta e não gasta "bilha da calculadora".

Geografia

Cartaz exemplificando como se escapar de Anápolis.

Existem controvérsias sobre a sua verdadeira definição geográfica: uns dizem que é o maior bairro de Goiânia, outros afirmam categoricamente que Anápolis é a maior favela de Brasília. Então assim permanece a controvérsia. O que ninguém discute é que fica no cu de Goiás (daí o nome Anal Polis), localizado num buraco.

Economia

Seus habitantes denominados anapolinos consideram Anápolis a capital econômica do estado de Goiás, muito embora 99,9% da população nativa esteja desempregada e a capital Goiânia seja a verdadeira seja das grandes empresas que se arriscam no estado de Goiás. Até hoje o IBGE nunca conseguiu avaliar o PIB per capita de Anápolis pois ele fica todo escondido nas mãos dos políticos corruptos que mandam nos nativos.

População

Como está situada entre duas grandes capitais, Anápolis é o esconderijo preferido dos bandidos, assassinos, assaltantes, estupradores e outros políticos meliantes, que vem descansar de seus afazeres profissionais em terras anapolinas sem o receio de serem incomodados, e por isso chega a ter os numerosos 375.000 habitantes. Se você é um tarado inveterado, que adora transar com menininhas menores de idade, Anápolis é o paraíso dos pedófilos, mas não se esqueça de convidar para o bacanal pelo menos um delegado, um empresário ricaço e um político conhecido, de preferência candidato a prefeito da cidade, pois se você cair na besteira de ir sozinho, pode acabar sendo levado pela polícia para uma festinha de casamento no presídio. E você será a noiva!

Bairros

  • Jundiaí - O bairro dos ricos, local cheio de prédios com apartamentos chiques. Os colégios dos boyzinhos e patricinhas ficam todos nesse bairro.
  • Anápolis City - O bairro dos novos ricos que nãoa charam apartamento em Jundiaí, que desfrutam de mansões imensas, porém com resquícios de pobreza, já que as mansões estão construídas em ruas sujas e sem asfalto e todo mundo adora encher as caminhonetes locais de som de música de gente pobre.
  • Vila Góis - Ex-bairro residencial de Anápolis que foi invadido por pseudo-maloqueiros provenientes do Polo-Centro, já que o prefeito construiu uma via de acesso de 5 km, local utilizado pelos mais inocentes para fazer caminhada.
  • Sunflower - O bairro dos podres de ricos. Condomínio Habitacional fechado, todo cercado de muros altos e com proteção armada, chamado pela população de "presídio de segurança mínima", devido ao fato de residirem ali vários políticos.
  • Vila Formosa - Muito conhecida pelas ruas estreitas, onde mal dá para passar um carro. Deve desaparecer em alguns anos, engolida pelas erosões imensas que assolam o bairro.
  • Andracel Center - Invasão de luxo, cheia de mansões construídas numa área de risco, às margens do córrego das Antas, bem ao lado da rodoviária. Na época das chuvas, as casas são invadidas pela água fedorenta e pelo lixo trazido pelas inundações, e os sofridos moradores ricaços espalham faixas com a famosa frase SALVEM O ANDRACEL!
  • Arco Verde - Detém o recorde de noventa por cento dos óbitos no município, todos por mortes violentas e apontada pela maioria das investigações sobre narcotráfico. Esconderijo preferido dos traficantes, assaltantes, estupradores e ladrões pé-de-chinelo.
  • Jaiara - É o bairro mais populoso da cidade. Seus habitantes são megalomaníacos, e pregam abertamente a independência do bairro, visando a criação de uma nova cidade (quiçá um país) dentro de Anápolis.
  • Alexandrina - Conhecido pelas ladeiras imensas e com as ruas todas esburacadas. É um perigo dirigir ali se os freios e a suspensão do seu carro não estiverem em ordem. Isso sem contar as inúmeras bocas de fumo espalhadas pelo bairro. Aviso: se você for até o Bairro Alexandrina não se esqueça de levar dinheiro, se você não tiver nenhum os bandidos levam suas roupas.
  • Santa Isabel - É o bairro que tem igrejas em todos os quarteirões. Igrejas imensas, por sinal. Quem mora por ali quando morre vai direto para o céu.
  • Filostro - Foi construído para os pobres, mas hoje poucos deles moram ali. A viagem do ônibus urbano é mais demorada que uma ida a Goiânia.
  • Santa Maria de Nazareth - Conhecido como o brejo de Anápolis, se chover vira um lago muito bom para as crianças nadarem. É lá que se localiza o Campo do Barro Preto, onde há competições dentre cavalos, para ver quem come mais mato.
  • Fabril - Bairro que foi criado no entorno do Frigorífico Bordon. O frigorífico fechou há mais de vinte anos, mas o povo continua morando por lá esperando a sua reabertura.
  • Vivian Parque - Se você ainda não passou por lá, pode aguardar que passará quando morrer. É o bairro onde fica o maior cemitério da cidade.
  • Polocentro - Mais conhecido como o setor dos motéis da cidade. Neste bairro, a prefeitura inovou na aplicação do asfalto nas ruas. Como as ruas são muito largas, asfaltaram apenas a metade das pistas. Assim, de um lado das ruas as casas continuam na poeira e na lama.
  • Industrial Munir Calixto - Fica tão longe que já está quase localizado no município vizinho de Gameleira, mas os habitantes dali trabalham e votam em Anápolis. O prefeito do município vizinho está doidinho para se ver livre deles, então se consideram anapolinos.
  • Recanto do Sol - Onde está localizada a Cadeia Pública Municipal. É o bairro mais seguro da cidade, pois quando os bandidos fogem da cadeia eles querem ficar bem longe dela!
  • DAIA - Abreviatura de Distrito Agroindustrial de Anápolis. Setor onde ficam as maiores indústrias instaladas no município. Os maiorais e gerentes que ganham os melhores salários são todos importados de outras cidades, e os nativos anapolinos são explorados com trabalho escravo.

Educação

Anápolis também é considerada a capital do conhecimento, tudo devido ao grande número de estabelecimentos de ensino superior ali existentes. Até o último ano letivo formaram-se em Anápolis aproximadamente dez milhões de advogados, cinco milhões de economistas, três milhões de administradores e 36 bilhões de engenheiros civis. O último concurso público para lixeiro foi muito concorrido, pois até o ano passado se exigia curso superior para ser admitido no serviço de coleta dos detritos. Todavia, devido a grande concorrência, passou-se a exigir pós-graduação dos candidatos.

Transportes

Nova frota de ônibus de Anápolis.

Motivo de orgulho dos anapolinos, o transporte público da cidade é feito com modernos e pontuais ônibus! Só que não. Pode-se ir a qualquer lugar da cidade pagando apenas uma passagem (cerca de 10 reais). Todo ônibus coletivo em Anápolis já vem de fábrica com um pastor pregador, para que no caso de acidente você vá direto para o céu.

O terminal de integração de todos os coletivos fica estrategicamente no centro da cidade, o que ajuda a engarrafar o trânsito da cidade inteira. A maioria das celebridades de Anápolis estão no terminal urbano, dentre elas podemos citar: o vendedor de bala de coco com sua fala "OLHA A BALA! OLHA A BALA DE COCO! E TÁ CABANDO!!!" e o narrador dos horários dos coletivos "JAIARA SEIS HORAS E SETE MINUTOS!!!!". E ainda a cobradora-sapatão, gritando para os passageiros "UM PASSINHO PARA TRÁS, POR FAVOR!!!!!", tentando acomodar 300 pessoas no ônibus onde só cabem no máximo 80.

O preço da passagem de ônibus em Anápolis é calculado da seguinte maneira: \int_{24}^{69}\int_{C}^{V} (\arccos x^{ln\ y+2} + \ln (\sin 9x)) dx\,dy
Onde C = crianças melequentas que enchem o saco pedindo pra sentar no primeiro banco do ônibus
V=Velhas chatas que não param de reclamar nunca de dores e que o motorista arranca rápido, além das provisões para indenizações daquelas que quebram as pernas, torcem os pés e os joelhos e a fraturam a bacia, quando elas vão descer do ônibus, e os motorista arranca antes.
x=Quantidade de quilômetros por viagem
y=Quantidade (em euros) de propina para o prefeito e vereadores, para manter o monopólio da única empresa que explora o transporte coletivo na cidade.

As ruas de Anápolis foram projetadas para servirem de passagem a carroças e cavalos, portanto são tão estreitas que mal dá para passar um carro de cada vez. Com o aumento da população, e consequentemente da quantidade de veículos em circulação, o trânsito anapolino virou uma verdadeira aventura de doido. Para sobreviver nessa selva selvagem e inóspita, cheia de obstáculos e perigos em cada esquina, o motorista nativo anapolino desenvolveu algumas regras de sobrevivência no trânsito. Vamos conhecer algumas delas.

  • Regra 1: Como todo bom goiano, o nativo anapolino que dirige qualquer tipo de veículo é adepto da "goianada", ou seja, o modo peculiar de dirigir dos motoristas goianos em geral. Como não poderia deixar de ser, a primeira regra é relacionada com as faixas que existem nas ruas. De acordo com esta regra, as faixas devem ser miradas bem no meio do carro, e dessa forma, o motorista anapolino sempre ocupa as duas faixas das ruas.
  • Regra 2: Os motoqueiros são considerados em Anápolis a maior praga do planeta, e como tal devem ser sistematicamente exterminados. Ao se aproximar de um motoqueiro anapolino, tome muito cuidado primeiro com o seu retrovisor, pois ele poderá ser arrancado sumariamente, sem dó nem piedade. Em seguida, mire seu carro bem no meio da moto e acelere com vontade, passando por cima do motoqueiro e do passageiro, se houver. Por via das dúvidas, dê marcha-a-ré e passe por cima da cabeça do motoqueiro, para ter certeza de que ele não sobreviverá.
  • Regra 3: Tenha sempre no porta-luvas do carro um revólver já carregado. Se algum filho da puta buzinar para você, te der uma fechada ou esbarrar no seu carro, não hesite: saia do carro xingando o desgraçado e atirando para matar!
  • Regra 4: Quando querem virar numa esquina, os motoristas anapolinos tem o saudável hábito de virar para o lado contrário primeiro, portanto se o carro da frente manobrar para a direita, preste muita atenção! Isso indica que ele vai virar para a esquerda, e vice-versa.
  • Regra 5: Os motoristas anapolinos são daltônicos por natureza, e desconhecem a utilidade do sinal verde. Quando estão numa esquina, eles ficam olhando para o semáforo contrário, e avançam no sinal amarelo. Portanto, não cofie nos semáforos! São exatamente nas esquinas sinalizadas que ocorrem o maior número de acidentes na cidade.
  • Regra 6: Motorista anapolino que se preza não respeita a faixa de pedestres! Ao se aproximar de uma faixa dessas, se vir alguém atravessando pode atropelar sem dó nem piedade, pois se você parar na faixa o motorista de trás com certeza vai bater em você!
  • Regra 7: Se algum guardinha de trânsito mandar você parar, e você estiver completamente bêbado, não se desespere. Diga para ele que você é parente de algum comandante da PM, e estará liberado. Se não funcionar, diga então que é parente de algum juiz ou promotor de justiça (em Anápolis esse povinho ainda é considerado autoridade). Se não funcionar, entregue então delicadamente junto com sua carteira de motorista uma nota de cem reais, para subornar o guardinha. Geralmente, isso funciona em noventa e nove por cento dos casos. Se mesmo assim não der certo, então pegue os cem reais de volta, pois você vai precisar deles para pagar a fiança na cadeia!
  • Regra 8: Os motoristas nativos anapolinos são muito econômicos, e não gostam de gastar os freios dos carros, também chamados em Anápolis de "recursim de minguá toada". Assim, quando vão cruzar numa esquina, eles preferem buzinar e seguir em frente. Portanto, em Anápolis o ditado "buzina não é freio" não funciona! Quando se aproximar de um cruzamento, se ouvir uma buzina pare imediatamente e deixa o outro veículo cruzar na sua frente. Se ouvir duas buzinas, então pode aguardar que irá ocorrer uma colisão!
  • Regra 9: Muito preocupado com as constantes colisões, o prefeitinho da cidade mandou escrever a palavra "PARE" no asfalto, antes das principais esquinas. Mas tome muito cuidado mesmo assim, pois os nativos anapolinos interpretam essa palavra da seguinte maneira: Pode Avançar Reto na Esquina!
  • Regra 10: Um dos equipamentos obrigatórios, para a saudável sobrevivência no trânsito anapolino, é a máscara de proteção contra gases tóxicos. Ela é muito útil, quando você estiver trafegando atrás de um veículo movido a GLP, o tradicional gás de cozinha. A frota de veículos em Anápolis conta com milhares de caminhonetas "gaizêras", movidas com o famoso gás de botijão. Além delas, ainda existem milhares de kombis, brasílias, variants, passats, opalas e chevettes exalando o horrível odor do gás nos escapamentos.

Culinária

O mundo da culinária nativa anapolina guarda deliciosas surpresas: a maior de todas, sem dúvida, é o encontro com o delicioso pequi. Inúmeros turistas que desconhecem essa sutil iguaria, nunca mais a esquecerão depois de acordarem do coma no hospital, com a boca toda cheia de espinhos. Só depois é que se lembrarão de terem mordido aquela “coisa amarela” bem no meio, mesmo depois de terem sido advertidos de que deveriam apenas “rasparem” delicadamente os caroços com os dentes da frente, sujando os dedos das mãos com aquela nódoa amarela, cujo perfume só sai depois de uma semana. Mas não é só do pequi que sobrevive a culinária nativa anapolina.

A alta gastronomia de Anápolis é totalmente baseada em variações nada criativas de X-Salada. Os apreciadores do nobre lanche que responde pela alcunha de X-Salada resolveram publicar os resultados de suas peregrinações em busca do sanduíche perfeito. Segundo os próprios autores, este é um Compêndio gastronômico sobre o melhor e mais famoso dos lanches e com os endereços dos melhores X-Salada de Anápolis, escrito pelos maiores especialistas no assunto, nas visitas aos estabelecimentos que comercializam o produto, denominados “Pit Dog” em Anápolis.

O artigo é sensacional: observações analíticas, críticas aprofundadas e critérios muitas vezes abstratos, em que cada ficha técnica é acompanhada de uma foto do sanduba em questão! Morra de rir, e também de vontade de uma mordida em alguns dos melhores exemplares testados.

  • X-Pardal Irreverente! Sua formação (pão-base, maionese, hambúrguer, queijo, tomate, alface lisa, e pão-topo liso semi-prensado) não teria nada de novo não fosse pela forma da apresentação do lanche. Ao invés do tradicional saquinho de papel, temos lá, um prato de sopa totalmente abarrotado, com dois pães, dois hambúrgueres, dois queijos, dois ovos, uma lata de ervilha, uma lata de milho, meio quilo de salsicha, bacon e calabresa, meio saco de batata-palha e um tomate. Isso tudo servido num dos locais mais famosos de Anápolis, onde você tem direito a um assalto ou uma facada de brinde. Quem não der conta de comer tudo, pode pedir um meio-pardal. É uma leve travessura que funciona (...).
  • X-Panda O único que vem com carne de panda, assim chamada pelo tamanho exagerado do hambúrguer, que quase não cabe dentro do prato. Sim, isso mesmo, aqui também o tradicional saquinho de papel dá lugar a um prato de sopa generosamente recheado, com muita gordura e nenhum valor nutritivo. É uma refeição que vale por uma semana. Por motivo de falência, encontra-se fechado.
  • X-Morte Pequeno e correto, alimenta mas não sustenta. Também é servido no prato. Vem com um pedaço de pão somente, bastante alface queimada, dois ovos e dois hambúrgueres. Completando o 'xissa', que vai bem acompanhado com Coca-Cola na garrafa de vidro, temos salada, bacon, calabresa bem tostados, tudo coberto com batata-palha. À 0h30 os funcionários da casa jogam água nas canelas dos clientes, serviço este não cobrado. Se você conseguir acabar o sanduíche, pode correr para o hospital.
  • X-Papaléguas O preço deste 'xissa' é tanto atraente quanto suspeito. Por míseros R$ 7,99 não seria possível degustar um bom exemplar do nobre lanche. Servido no saquinho ou no prato, vem com bastante catupiry por cima do sanduba. Logo na primeira mordida pensamos que trata-se de um embuste, algo visualmente atraente com conteúdo duvidoso (...). Mas é uma delícia o inesquecível sanduíche de carne assada com abacaxi. Tiro certo. Por motivos extraordinários, também se encontra fechado.
  • X-Gordon's O point da galera. O famoso final de festa. Todos os "xissa" são servidos no saquinho, mas com uma grande diferença dos outros: você faz o pedido, e só come depois de duas horas.
  • X-Big Mac Os mais abastados, com dinheiro para jogar fora, podem se contentar com o tradicional McDonald's, que também tem uma filial em Anápolis. A maior atração é a batata palha frita na gordura transgênica. Uma delícia! A carne do hambúrguer é de minhocoçu. Muita gente duvida disso, mas basta se fazer uma conta simples para se chegar a essa conclusão: multiplique a quantidade de hambúrgueres que o McDonald's vende por dia no mundo, e você encontrará uma quantidade de carne maior que todo o rebanho bovino do Brasil! Então, esse hambúrguer só pode mesmo ser feito de carne dos nobres parentes da minhoca. (...).

Idioma

O anapolinês é o nome do dialeto falado em Anapolina, derivado do idioma goianês.

Os anapolinos, mais especificamente as mulheres anapolinas, tem um ódio mortal das palavras completas, preferem, sabe-se lá por que, abandoná-las no meio do caminho. Os não-goianos, ignorantes nas coisas de Goiás, supõem, precipitada e levianamente, que as goianas vivem apenas de uais, trens e sôs. Mas vai além disso! Nunca usam o famosíssimo "tudo bem?". Sempre perguntam "Ce tá boa?". O verbo "mexer" tem amplos significados, quer dizer, por exemplo, trabalhar. Se lhe perguntarem: "Com o que que ocê mexe?", querem saber o seu ofício. Também não dizem "apaixonado por", mas sim dizem, sabe-se lá por que, "sou doida com ele". As anapolinas vivem apaixonadas com alguma coisa. Também não gostam do verbo "conseguir", em Anápolis afinal você nunca consegue nada, você não dá conta. Que as nativas anapolinas nunca acabam as palavras, todo mundo sabe. É um tal de bunitim, fechadim, pititim. Não caia na besteira de esperar um vamos completo de uma goiana, você não ouvirá nunca. É um tal de "vamo, bora".

Outra speculiaridades do idioma local incluem o fato do supermercado nunca estar "lotado", ele sempre "tá cheio de gente"; Também "não faz muitas compras", mas sim "compra um tanto de coisa".

Outra palavra intrigante é o "Capaz"... Ninguém sabe ao certo mencionar o que significa isso, ma sparece ser chamado para confusão. Se você propõe algo e uma anapolina te diz "capaz!!", quer dizer o quê? Sei lá, teorias afirmam que quer dizer "cê acha que eu faço isso?" com algumas toneladas de ironia... Outra peculiaridade deste dialeto é a expressão "Ahhh nemmmm!" que significa "de modo nenhum".

"Cê não anima de ir?" é o mesmo que "Você não vai?"

O plural é outro ponto a se observar no anapolinês, se você em uma conversa mencionar "Fui lá comprar umas coisas", o anapolino retrucará: "Ques coisa?". No anapolinês o plural dá um pulo, sai das coisas e vai para o quê.

Até o tchau em Anápolis é personalizado. Ninguém diz tchau pura e simplesmente, em Anápolis se diz: "tchau procê" ou "tchau procês". É útil deixar claro o destinatário do tchau.

Lazer

Os anapolinos não tem muito o que fazer nessa cidade sem graça, nos fins-de-semana procuram visitar botecos e boates que são conhecidas como "puxa-faca", e cada semana tem um puxa-faca diferente mais animado da cidade. Lugares em que na entrada você é revistado, porque se estiver desarmado você pode escolher entre receber um punhal ou um revólver 38. Estes locais de má fama, porém muito apreciados, são geralmente especializados em forró e frequentado por coroas desesperadas, por isso não se esqueça de levar uma embalagem de Corega e de encher bastante o rabo de cachaça para criar coragem e não lembrar da aventura no dia seguinte!

Turismo

O indecente Viaduto Nelson Mandela. Monumento com claríssima conotação sexual que está lá no centro de Anal-polis, para qualquer um ver.
  • Viaduto Nelson Mandela - Uma aula de como uma prefeitura pode jogar dinheiro fora. Único viaduto do mundo que é decorado com um monumento que faz clara alusão ao coito, com um objeto em formato de vagina sendo penetrado por um outro em formato de pênis, essa imensa indecência foi inaugurada em 2014 após muito super-faturamento, e agora qualquer um pode visitar o local para apreciar como não se fazer um viaduto, que a cada 100 dias apresenta rachaduras e danificações adjacentes.
  • Praça Oeste - Local animado no qual as putas ali te esperam. E os travestis também!
  • Rodoviária - A porta de saída da cidade, por isso um local muito visitado pelos turistas.
  • Pirenópolis - Uma agradável pousada para onde os mocorongos anapolinos vão quando enjoam de Anápolis. Muito conhecida pelo nevoeiro de fumaça de maconha, que se forma nos finais de semana.
  • Rodovia Goiânia-Brasília - Local ideal para se divertir vendo os carros caírem nos buracos e desesperadamente tentando evitar acidentes graves.
  • Mercado Municipal - Ambiente onde a muambagem rola solta, local oonde tem desde sal até HD de computador. Está precisando de alguma coisa, vai no Mercadão!
  • Hospital Municipal - Estabelecimento onde falta de tudo, local onde as pessoas vão quando estão deprimidas pensando que suas vidas estão complicadas.
  • Praia do Rio Corumbá - A única praia do Brasil que você pega sol e concorre a um tiro ou uma facada sem pagar nada por isso... (na entrada você ganha um saquinho para levar o seu bucho, se caso der sorte).
  • Aeroporto Internacional de Anápolis - Que de internacional só tem os turcos indo e vindo para visitar os parentes.
  • Base Aérea de Anápolis - Local secreto onde o povo vai uma vez por ano para morrer de sede, ficar queimando no sol e ficar surdo com o barulho dos aviões Mirage 2000-C que saem do hangar para dar um espetáculo.
  • Praça das Mães - O ponto de encontro do segmento gótico, emos e afins. Fica perto da Praça Oeste, portanto tem travesti também.
  • FAIANA - Abreviatura da Feira Anual da Indústria Anapolina. Uma feira de exposições e shows, onde você paga para entrar, paga de novo para assistir o show, e ainda é assaltado na saída.
  • Pecuária - A feira anual onde o agroboy anapolino vai vacinar as putinhas anapolinas, pisar em bosta de vaca e encher a cara de capeta.
  • ABELVOLKS - Um festival de som automotivo, onde você entra são e sai surdo.
  • Lago JK - O antigo Jundiaí Praia Clube, fica seco quase o ano todo. Ideal para ver o anapolino bêbado se afogando no final de semana, ou sendo atropelado pelos jet-skis.
  • Igrejas - O turista pode escolher entre as milhares de igrejas locais. A igreja católica é aquela com torre pontuda, cercada de grades por todos os lados. As evangélicas são aquelas pichadas com a frase DEUS NÃO É SURDO!.
  • Brasil Park Shopping - É onde os anapolinos pobretões vão passear de vez em quando, já que não tem dinheiro para abastecer o carro e ir passear no Flamboyant em Goiânia. Para economizar a taxa de R$ 3,00 do estacionamento os anapolinos deixam os carros estacionados nas ruas em torno do shopping criando um maior caos no trânsito já naturalmente complicado. Quando retornam do passeio descobrem que o carro foi multado por estacionamento proibido (R$ 94,00), teve o retrovisor quebrado (R$ 100,00), o vidro foi quebrado pelos marginais (R$ 150,00) e o som foi furtado (R$ 300,00), incluindo as caixas de som (R$ 180,00), e a pintura do carro foi toda arranhada pelos pivetes que estavam "vigiando" o estacionamento (R$ 500,00). Mas economizaram os 3 reais do estacionamento pelo menos.